segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Eu quero o novo, a noite e o lúcido

Sobre mim não confirmo quase nada, apenas duas coisas: me sinto angustiada e entediada se não tenho nada que me agrade para fazer. Tenho sede de novas experiências. Não me agrado e nem em conformo com coisas razoáveis. Sempre quis vivenciar o melhor, o lúdico, o inconsequente.

Vivo ao redor de pessoas que não entendem meu lado punk de ver a vida. Não digo que sou uma pessoa que amanhece nos bares, que sai para baladas. Não. Eu só tenho uma visão diferente da vida, que poucas pessoas compreendem. Tenho uma queda por pessoas estranhas, com pensamentos tão loucos quanto os meus, com planos impossiveis, que só são possives para nós: loucos.

A noite, por si só, é muito completa. As pessoas que a frequentam são um tanto quando inadequadas para frequentar o dia. Se sentem melhor na noite porque ela apenas exige a vontade de ser livre. Qual a graça de viver na burocracia do dia? Vestir um personagem decente para não ser julgado? Acordar cedo porque a vida obriga já é lamentável, e como não podemos mudar isso, vamos continuando obedecendo o que na verdade gostariamos de abdicar de nossas vidas, só que não depende de nós, e isso é o que atrapalha nossa existência e evolução como pessoa. São os outros que transformam nossa vida em algo desprezivel. É nosso chefe, nossos professores (não todos, tem uns que nos libertam de conceitos deturpados), nossos governantes, a midia, os vestibulares (conceito de inteligência é nota de vestibular nos dias de hoje), e ai por diante.

Na noite não existe julgamentos, ela pertence somente a nós. As luzes da cidade iluminam a vida e trazem a tona meus pensamentos afoitos, com vontades imediatas, que precisam ser realizadas de acordo com o cursar dos passos, e com o piscar dos olhos. A noite trás alegrias, tristezas, revoltas. Faz com que uma simples pergunta vire uma bomba que vai explodir na alma e trazer verdades que você se esconde a muito tempo. A noite é libertadora, e se libertar, as vezes dói. Com essa liberdade se ouve a voz do nosso interior, que revela o abismo criado por nós para jogarmos nossos sonhos, que pedem por vida.

Texto escrito no dia 21/12/13

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