segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sobre algo mais

Porque eu não sou fria, não consigo me relacionar de um modo que não me apegue. Se a pessoa é apenas minha amiga, já trato como irmã. Se me dizem "oi" já penso que não é um simples oi. Não sou de certezas, estou sempre na dúvida. Talvez seja isso que me faça ser quem sou: a incógnita. A chance. O talvez. 

Posso dar certo, posso dar errado. E se o errado for mais interessante que o certo? E se o certo me deixar com tédio, me fazer reclamar da vida? Me arrisco nos dois. E a vida vai mostrar se me dei bem, ou se me dei mal. Ou se me dei mais ou menos. O problema é que mais ou menos não combina comigo, é... nem um pouco.

Me considero o problema e a solução, vivo me cobrando, mas não cobro ninguém. Te amo porque você é você. Não importa seu passado, seus dilemas, e sua maneira de viver. Se te gosto, te gosto. Sou sua amiga se for com a sua cara, não me peça menos do que amor infinito. Me dou bem com gente intensa, gente que compartilha a dor e a alegria de estar no mundo assim como eu...

E vivo, porque sou humana. Porque sinto, porque a vida me cobra muito, mas me presenteia bastante também. E isso é o que vale: se doar e receber algo. Seja um pensamento positivo, um sorriso, um afeto, um abraço.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Por que viver algo que você não gosta para ganhar dinheiro?

Uma das coisas que me espantam nesse mundo é a falta de raciocinio dos seres humanos. Não digo que todo mundo deve saber resolver fórmulas, captar tudo em minutos, decorar textos em poucas horas, e sim que o ser humano escolhe o pior para si quando na verdade tem TUDO para escolher o melhor.
Já ouvi muita gente falando que devemos primeiro cursar o que dá dinheiro, e depois o que a gente gosta. Mas como assim? Iremos perder 4/5 anos trancados em uma faculdade estudando algo que não gostamos para ganhar dinheiro? Não vou ser hipócrita, sei que todo mundo precisa de dinheiro, porém ninguém precisa do excesso dele. Imagino a infelicidade das pessoas que deixam de fazer o que gostam porque os pais não aprovam. Viver em uma jaula “ao ar livre” é mais doído que ganhar pouco e ter que se dividir em 3 para pagar as contas do fim do mês.
Quantos engenheiros/advogados/empresários são infelizes dentro de seus escritórios? Será que vale a pena ganhar rios de dinheiro e não ter tempo para gastá-lo? É tipo isso: “Tenho tempo para viajar, mas não tenho dinheiro. Tenho dinheiro, mas não tenho tempo”. É isso. Não vale a pena tentar ser o próximo Eike Batista. Você só vai perder oportunidades maravilhosas querendo ser algo que não vai te trazer poucas coisas positivas.
Sempre digo: Ter roupas da Zara e maquiagens da Chanel não vai ter fazer feliz por muito tempo.
Texto escrito em 13/11/13

É a leveza da alma que comprova a felicidade do espirito

A felicidade está longe de ser comprovada. Nenhum ser humano vai provar, a ciência não tem chance. Não há formula, não há segredo. A felicidade é relativa. Pode ser um prato de comida, um CD, um copo de café. As pessoas possuem diferentes tipos de alegrias, que geralmente estão ligadas a leveza do espirito de cada um. Creio que eu seja mais do que sei, e seja menos do que penso que sou. A felicidade, na minha vida, se resume a acordar as 6 da matina e não reclamar do trabalho. Digo que esse é o meu sonho. Quero trabalhar feliz, não reclamando das longas jornadas de trabalho. Que se a gente gosta, não são longas. Há quem fique feliz por ter comprado uma roupa da Zara, e há quem ache esse tipo de felicidade uma futilidade. Não tiro a razão de nenhuma das pessoas. A felicidade de cada um é do tamanho da sua alma. Corresponde a seus anceios, ao seus sonhos. A gente cresce com essa ideia de que a felicidade é estudar, casar, ter filhos, morar em uma casa com sobrado, ter uma vida certa, etc. E isso é extremamente prejudicial. Não temos que seguir os passos de todo mundo. Ser feliz pode ser, por exemplo, viver viajando, não ter filhos, não querer casar, não querer ser rica. É uma questão de mentalidade. Cada ser humano possui necessidades diferentes. Minha felicidade é uma mistura de coisas pequenas: livros, música, teatro, familia, viagens. Não vou mentir dizendo que vou seguir aquele “caminho normal” que todo mundo segue. Embora eu também queira casar de véu e grinalda e ter filhos, eu não quero viver a rotina que todo mundo pensa em viver. Não quero chegar em casa reclamando do trabalho. Quero ter a alma leve e a mente inquieta.

Texto escrito em 18/11/13

Eu quero o novo, a noite e o lúcido

Sobre mim não confirmo quase nada, apenas duas coisas: me sinto angustiada e entediada se não tenho nada que me agrade para fazer. Tenho sede de novas experiências. Não me agrado e nem em conformo com coisas razoáveis. Sempre quis vivenciar o melhor, o lúdico, o inconsequente.

Vivo ao redor de pessoas que não entendem meu lado punk de ver a vida. Não digo que sou uma pessoa que amanhece nos bares, que sai para baladas. Não. Eu só tenho uma visão diferente da vida, que poucas pessoas compreendem. Tenho uma queda por pessoas estranhas, com pensamentos tão loucos quanto os meus, com planos impossiveis, que só são possives para nós: loucos.

A noite, por si só, é muito completa. As pessoas que a frequentam são um tanto quando inadequadas para frequentar o dia. Se sentem melhor na noite porque ela apenas exige a vontade de ser livre. Qual a graça de viver na burocracia do dia? Vestir um personagem decente para não ser julgado? Acordar cedo porque a vida obriga já é lamentável, e como não podemos mudar isso, vamos continuando obedecendo o que na verdade gostariamos de abdicar de nossas vidas, só que não depende de nós, e isso é o que atrapalha nossa existência e evolução como pessoa. São os outros que transformam nossa vida em algo desprezivel. É nosso chefe, nossos professores (não todos, tem uns que nos libertam de conceitos deturpados), nossos governantes, a midia, os vestibulares (conceito de inteligência é nota de vestibular nos dias de hoje), e ai por diante.

Na noite não existe julgamentos, ela pertence somente a nós. As luzes da cidade iluminam a vida e trazem a tona meus pensamentos afoitos, com vontades imediatas, que precisam ser realizadas de acordo com o cursar dos passos, e com o piscar dos olhos. A noite trás alegrias, tristezas, revoltas. Faz com que uma simples pergunta vire uma bomba que vai explodir na alma e trazer verdades que você se esconde a muito tempo. A noite é libertadora, e se libertar, as vezes dói. Com essa liberdade se ouve a voz do nosso interior, que revela o abismo criado por nós para jogarmos nossos sonhos, que pedem por vida.

Texto escrito no dia 21/12/13